FTR

FTR - Ideias Para Adiar O Fim Do Mundo

História do Espetáculo

O espetáculo “Ideias para adiar o fim do mundo” é uma produção que teve grande aceitação e esgotou ingressos em suas primeiras apresentações no Rio de Janeiro, nos teatros Futuros e Municipal Sérgio Porto. Ele também participou do 14º Festival Interculturalidades em Niterói e do 3º Festival Amir Haddad. Uma de suas conquistas mais significativas foi sua seleção para a programação da COP 30, em Belém do Pará, no contexto do ‘Dia da Justiça Climática’. Essa inclusão ampliou seu alcance para o cenário internacional, abordando temas como a crise climática e os direitos dos povos indígenas. O espetáculo tem circulado pelas unidades da CAIXA Cultural em São Paulo, Belém, Curitiba e Brasília, permitindo que mais pessoas sejam impactadas por sua mensagem.

Quem é Yumo Apurinã?

Yumo Apurinã é um ator e ativista que representa a etnia Apurinã. Nascido em Cacoal, Rondônia, ele busca por meio do teatro reconectar-se com suas raízes e compartilhar as lutas e a cultura de seu povo. Sua formação em atuação começou no ensino médio, onde teve seu primeiro contato com o teatro. Desde então, ele se dedicou a sua carreira artística, acumulando prêmios e experiências em diversas produções teatrais. Atrai a atenção não apenas pela sua habilidade como ator, mas também por sua história pessoal e a forma que esta se entrelaça com as narrativas indígenas contemporâneas. Yumo destaca que sua atuação é um reflexo de sua própria busca identitária e de valorização da ancestralidade.

A Influência de Ailton Krenak

A obra é baseada no livro de Ailton Krenak, um respeitado líder indígena e ambientalista brasileiro. Krenak, que é uma figura icônica na luta pelos direitos dos povos indígenas, utiliza sua experiência pessoal e coletivas para questionar as concepções de humanidade e de nação que predominam no Brasil. Seu trabalho serve como um chamado à reflexão sobre a conexão entre o ser humano e a natureza, abordando como as noções de ‘civilização’ muitas vezes marginalizam culturas indígenas e suas histórias. O espetáculo traz à tona a importância desse conhecimento ancestral em tempos em que os desafios ambientais e sociais estão cada vez mais presentes.

FTR - Ideias Para Adiar O Fim Do Mundo

Reflexões sobre a Humanidade

Durante a apresentação, questões como “Somos realmente uma humanidade?” são levantadas, promovendo um diálogo profundo sobre a identidade, a colonização e as percepções distorcidas que a sociedade tem com relação aos povos indígenas. Yumo, em seu papel, não representa apenas um grupo étnico, mas traz à cena as experiências coletivas de todos aqueles que se sentiram deslocados ou sufocados por padrões sociais preconceituosos. O espetáculo provoca os espectadores a refletirem sobre o que significa ser parte de uma sociedade que é permeada por estigmas, opressões e desigualdades, fazendo uma crítica à maneira como as narrativas predominantes desconsideram a pluralidade das vozes presentes no Brasil.

Cenário e Direção do Espetáculo

O espetáculo é dirigido por João Bernardo Caldeira, que traz uma abordagem sensível e cuidadosa à obra. Caldeira considera o teatro como uma ferramenta poderosa para explorar e expressar a ancestralidade e as lutas atuais dos povos indígenas. Com um elenco e uma equipe técnica comprometidos, o cenário foi pensado para recriar a atmosfera e a luta pela terra, reverberando as vozes dos sem-terra e dos povos tradicionais. A direção inclui elementos visuais e sonoros que integram discursos contemporâneos com a riqueza da cultura indígena, promovendo uma experiência imersiva e reflexiva para o público.

A Importância do Teatro na Crise Atual

O teatro, especialmente produções como “Ideias para adiar o fim do mundo”, assume um papel crucial em tempos de crise. Ele não é apenas um espaço de entretenimento, mas um palco para provocar debates e reflexões necessárias. A peça chama a atenção para a interseção entre a crise ambiental e a crise de imaginar novos futuros, um tema cada vez mais premente diante das atualizações climáticas que ameaçam comunidades e tradições. O espetáculo instiga uma reavaliação de valores e coloca o público diante da responsabilidade de agir, realinhando relações com a terra e com os outros.

Destaques da Performance

A performance se destaca pela autenticidade e pela entrega emocional de Yumo Apurinã. Ele faz uso da narratividade oral e do teatro de forma a contar não apenas sua história, mas as histórias de um povo que luta por reconhecimento e respeito. O espetáculo também se beneficia de uma trilha sonora que dialoga com os elementos visuais, criando uma experiência audiovisual rica que enfatiza a cultura indígena e suas tradições. Esses elementos, combinados, tornam cada apresentação única e impactante, convidando o público a se engajar ainda mais com o conteúdo apresentado.

Detalhes da Apresentação

Com um tempo de duração de 75 minutos, o espetáculo tem uma classificação indicativa de 12 anos, sendo uma ótima oportunidade para jovens e adultos refletirem sobre os temas apresentadas. As apresentações ocorrem aos domingos, às 18h no Teatro TotalEnergies, localizado na Rua do Russel, 804 – Glória, Rio de Janeiro – RJ, um espaço que prioriza a acessibilidade. Os locais de circulação buscam ser inclusivos, garantindo que todos tenham a chance de experienciar a mensagem da peça.

Ingressos e Descontos Disponíveis

Os preços dos ingressos são acessíveis, custando R$ 80,00 para a plateia A (inteira) e R$ 50,00 para a plateia B (inteira), com opções de meia-entrada disponíveis. Há também uma série de descontos para grupos específicos, incluindo estudantes, idosos e moradores da área, garantindo que a diversidade de público possa ser mantida. É importante notar que as compras devem ser feitas com antecedência, visto que o espetáculo tem atraído considerável interés e pode rapidamente esgotar os lugares.

Acessibilidade no Teatro TotalEnergies

O Teatro TotalEnergies se compromete em garantir que todas as pessoas, incluindo aquelas com deficiência, tenham acesso às suas produções. O espetáculo conta com recursos de acessibilidade como intérprete de Libras, audiodescrição e legendagem, além de ambientes equipados para acomodar pessoas com sensibilidade sensorial. Essa abordagem inclusiva não apenas melhora a experiência do público, mas também reforça o papel social do teatro como um espaço para todos.